sábado, 5 de julho de 2008

3C - Composição da Imagem


Processo de composição de uma imagem - A maior parte das boas fotografias foram criadas, portanto, se se querem criar fotografias há que se fmiliarizar com principios da composição.
Em essência a composição é, como se indicou, a seleção e colocação de objetos na área fotografada.
Estes são os parametros:

Enquadramento
O olho humano observa um espaço sem limites, mas na câmera o enquadramento está limitado por quatro lados. Portanto é necessário escolher o que se quer incluir e o que vamos excluir desde nosso marco fotográfico


Angulações
Procurar um bom ângulo para a tirar uma fotografia, consiste em espreitar a nossa impressão gráfica, e estar alerta de que qualquer pequeno deslocamento de pouca distância, pode gerar composições diferentes que serão mais ou menos afortunadas. Em consequência, se nos moveremos em torno dela cercando-nos e afastando-nos se é possível, até conseguir um ponto de vista adequado e obter na maior medida possível as quatro seguintes características:

- O sujeito principal da cena deve mostrar para a câmera o lado que nos interessa tomar, o qual pode ser segundo a intenção do fotógrafo, qualquer das muitas frentes que o tenha.
- Devemos procurar o ângulo de incidência da luz mais pertinente para o conceito que desejamos comunicar, sendo com alguma freqüência a iluminação mais apreciada, a semi-lateral, mas podendo ser também qualquer outra.

Tomada a Nível – é quando a fotografia se realiza desde o mesmo nível do objeto tomado, nem por cima nem por baixo dele. Serve para mostrar ou descrever um pouco de maneira "natural" ou "objetiva".
Tomada em Partida – é quando a imagem se toma desde uma posição mais alta do que o objecto fotografado, de cima para baixo. Devido à perspectiva que se produz o motivo, vê-se diminuído em tamanho quando se utilize sobre pessoas pode conotar em alguns casos pouca importância, debilidade ou humilhação.
Tomada em Contrapartida - É quando a fotografia se realiza de um lugar mais acima do que o motivo tomado, ficando este mais alto do que a câmera.__Devido à perspectiva que se gera, o objeto se apresenta engrandecido visualmente, pode em alguns casos conotar enaltecimento, importância ou poder._
Tomada em Cena - É quando a imagem se toma num ângulo totalmente de cima para baixo, em posição perpendicular com respeito ao solo, isto é, o mais extremo possível de uma tomada em picado.__Produz uma gráfica sem perspectiva, que pode ser muito descritiva se se aplica a objetos pequenos, é infreqüente e interessante se se usa com elementos grandes.



Tomada em Partida – é quando a imagem se toma desde uma posição mais alta do que o objecto fotografado, de cima para baixo. Devido à perspectiva que se produz o motivo, vê-se diminuído em tamanho quando se utilize sobre pessoas pode conotar em alguns casos pouca importância, debilidade ou humilhação.
Tomada em Contrapartida - É quando a fotografia se realiza de um lugar mais acima do que o motivo tomado, ficando este mais alto do que a câmera.__Devido à perspectiva que se gera, o objeto se apresenta engrandecido visualmente, pode em alguns casos conotar enaltecimento, importância ou poder._
Tomada em Cena - É quando a imagem se toma num ângulo totalmente de cima para baixo, em posição perpendicular com respeito ao solo, isto é, o mais extremo possível de uma tomada em picado.__Produz uma gráfica sem perspectiva, que pode ser muito descritiva se se aplica a objetos pequenos, é infreqüente e interessante se se usa com elementos grandes.




Planos de visão
Quanto ao distanciamento da câmera em relação ao objeto fotografado, levando-se em conta a organização dos elementos internos do enquadramento, verifica-se que a distinção entre os planos não é somente uma diferença formal, cada um possui uma capacidade narrativa, um conteúdo dramático próprio.
É justamente isso que permite que eles formem uma unidade de linguagem, a significação decorre do uso adequado dos elementos descritivos e/ou dramáticos contidos como possibilidades em cada plano.
Grande Plano Geral (GPG)
O ambiente é o elemento primordial. O sujeito é um elemento dominado pela situação geográfica. Objetivamente a área do quadro é preenchida pelo ambiente deixando uma pequena parcela deste espaço para o sujeito que também o dimensiona. Seu valor descritivo está na importância da localização geográfica do sujeito e o seu valor dramático está no envolvimento, ou esmagamento, do sujeito pelo ambiente. Pode enfatizar a dominação do ambiente sobre o homem ou, simbolicamente, a solidão.
Plano Geral (PG)
Neste enquadramento, o ambiente ocupa uma menor parte do quadro: divide, assim, o espaço com o sujeito. Existe aqui uma integração entre eles. Tem grande valor descritivo, situa a ação e situa o homem no ambiente em que ocorre a ação. O dramático advém do tipo de relação existente entre o sujeito e o ambiente. O PG é necessário para localizar o espaço da ação
Plano Médio (PM)
É o enquadramento em que o sujeito preenche o quadro - os pés sobre a linha inferior, a cabeça encostando na superior do quadro, até o enquadramento cuja linha inferior corte o sujeito na cintura. Como se vê, os planos não são rigorosamente fixados por enquadres exatos. Eles permitem variações, sendo definidos muito mais pelo equilíbrio entre os elementos do quadro, do que por medidas formais exatas.
Primeiro Plano (PP)
Enquadra o sujeito dando destaque ao seu semblante. Sua função principal é registrar a emoção da fisionomia. O PP isola o sujeito do ambiente, portanto, "dirige" a atenção do espectador.
Plano de Detalhe (PD)
O PD isola uma parte do rosto do sujeito. Evidentemente, é um plano de grande impacto pela ampliação que dá a um pormenor que, geralmente, não percebemos com minúcia. Pode chegar a criar formas quase abstratas.

Cor
A cor é um fenômeno óptico provocado pela acção de um feixe de fótons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informção pré-processada no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso.
A cor de um material é determinada pelas médias de frequência dos pacotes de onda que as suas moléculas constituintes refletem. Um objeto terá determinada cor se não absorver justamente os raios correspondentes à freqüência daquela cor.
Assim, um objeto é vermelho se absorve preferencialmente as frequências fora do vermelho.

A cor é relacionada com os diferentes comprimento de onda do espectro eletromagnético. São percebidas pelas pessoas, em faixa específica (zona do visível), e por alguns animais através dos órgaos de visão, como uma sensação que nos permite diferenciar os objetos do espaço com maior precisão.
Considerando as cores como luz, a cor branca resulta da sobreposição de todas as cores, enquanto o preto é a ausência de luz. Uma luz branca pode ser decomposta em todas as cores (o espectro) por meio de um prisma. Na natureza, esta decomposição origina um arco-íris.

Percepção da Cor
A cor é percebida através da visão. O olho humano é capaz de perceber a cor através dos cones (Células cones). A percepção da cor é muito importante para a compreensão de um ambiente.
A cor não tem só que ver com os olhos e com a retina mas também com a informação presente no cérebro. Enquanto, com uma iluminação pobre, um determinado objecto cor de laranja pode ser visto como sendo amarelado ou avermelhado, vemos normalmente mais facilmente com a sua cor certa uma laranja, porque é um objecto de que conhecemos perfeitamente a cor

Luz
Trata-se de uma radiação electromagnética pulsante ou num sentido mais geral, qualquer radiação electromagnética que se situa entre as radiações infravermelhas e as radiações ultravioletas.
Efeito da luz do sol passando por uma janelaAs três grandezas físicas básicas da luz (e de toda a radiação electromagnética) são:
brilho (ou amplitude)
cor (ou frequência)
polarização (ou ângulo de vibração).
Devido à dualidade onda-partícula, a luz exibe simultaneamente propriedades de ondas e partículas.
Um raio de luz é a representação da trajetória da luz em determinado espaço, e sua representação indica de onde a luz sai (fonte) e para onde ela se dirige. O conceito de raio de luz foi introduzido por Alhazen.


Lei dos Terços
O facto de se colocar o assunto ou o objeto principal no centro do quadro, nem sempre resultará em uma boa imagem. Normalmente a cena, com uma imagem centralizada torna-se cansativa.
A melhor forma de resolver este problema é imaginar que o visor de sua câmera é dividido horizontalmente e verticalmente por dois linhas equidistantes, formando nove pequenos quadros. Todos os quatro cruzamentos, ou a posição das linhas são bons lugares para se colocar o elemento principal da cena.
Isto se deve ao fato de que, na maioria das câmeras, o controle do foco da imagem é definido por um pequeno círculo no centro do visor. Logo você foca no rosto da pessoa fotografada e dispara a câmera. A imagem obtida mostra o personagem no centro da foto, dividindo o espaço em partes iguais, criando uma estrutura simétrica e difícil de equilibrar. A parte de cima da foto também é desprezada, não sendo utilizada na composição.

Para criar uma imagem com uma composição mais proporcional basta deslocar a pessoa fotografada para um dos lados da foto. Deste modo ela irá ocupar um dos terços da imagem (imagine que você divide o retângulo do negativo em 3 partes iguais) e nos outros dois você pode equilibrar com outros objetos que estão ao redor do fotografado ou mesmo com a paisagem ao fundo.


Linhas de forças verticais horizontais

Uma das normas mais populares da composição se baseia na repetição das linhas e objetos, especialmente quando o tema é uma estrutura.
As linhas horizontais, costumam expressar harmonia e profundidade, paz e tranquilidade, enquanto as verticais limitam a profundidade e atuam como barreiras entre a fotografia e a vista, quer dizer sublinham a grandiosidade do motivo.
As linhas curvas e amplas dão uma sensação de beleza e graça, contribuindo ao movimento e a composição. A vista percorre a linha de maneira pausada e natural. Produzem uma sensação de paz e tranquilidade.
As curvas em S , são outra forma de composição bela e harmônica, e também uma das mais comuns. A vista segue suavemente a curva até atingir o principal centro de interesse, centro que devemos assegurar-nos que exista.







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